Qual a diferença entre resíduo e rejeito?

Aquele produto que utilizamos por um período e que, por algum motivo, não nos serve mais não pode ser meramente chamado de lixo. É provável que ele ainda tenha algum potencial de utilização, seja de forma direta, ganhando uma nova finalidade, ou indireta, sendo empregado na produção de outro material. Saber identificar esse potencial é o que garante a sustentabilidade, por isso hoje o lixo é distinguido entre resíduos e rejeitos. Você sabe a diferença?

Resíduos são justamente os materiais que foram descartados mas que ainda têm potencial de uso. É o caso de produtos reutilizáveis, como a madeira, que pode ser trabalhada para ganhar nova funcionalidade. Produtos como vidro, papel, plástico, metal, e até mesmo alguns materiais de construção, também têm esse potencial, mas para isso precisam de um processamento específico que dê a eles uma nova composição e funcionalidade. Esse processamento é a tão falada reciclagem.

No caso dos rejeitos, contudo, não há esse potencial de uso. Produtos químicos, tóxicos ou contaminados entram nessa categoria porque não podem contar com um processo de reuso ou reciclagem, logo devem ser descartados em espaços adequados para que não poluam o meio-ambiente. É importante reconhecer que mesmo o lixo orgânico pode ser reutilizado. Os produtos podem ser processados por meio de compostagens ou serem transformados em biomassa, garantindo que todo o seu potencial de consumo seja aproveitado.

 

Essas distinções estão indicadas na Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS,  Lei nº 12.305/ 2010). Atenta a essa norma, a Multilixo trabalha para ampliar o máximo aproveitamento do potencial dos resíduos. É dessa forma que se garantirá um desenvolvimento sustentável da sociedade, protegendo o ambiente de contaminações causadas por produtos despejados em aterros. Quando há uma conscientização e uma ação conjunta com esse objetivo, teremos uma gestão mais inteligente dos resíduos e dos rejeitos gerados.